Um livro digital, ou e-book, não é apenas um livro impresso que pode ser lido em um equipamento eletrônico. É um suporte (tecnologia) de leitura que permite integrar recursos audiovisuais e pode oferecer uma experiência rica e interativa aos leitores.

Por isto, o processo de criação de um e-book deve considerar sua usabilidade e acessibilidade, ter um texto fluído para ajustar-se de acordo com o tipo tela, ser compatível com diferentes dispositivos, permitir a reutilização e distribuição do conteúdo. Além da possibilidade de uma narrativa não linear, baseada em hyperlinks como na web.

Atualmente, os formatos mais comuns de E-books são: PDF, Mobi, KF8, iBook e ePUB.

  • O PDF é um formato criado pela Adobe para distribuição de documentos digitais na “era dos PCs”, é excelente para impressão e altamente compatível com diversos readers (softwares de leitura), mas não é adaptável aos dispositivos mobile devido ao layout fixo das páginas e sua limitação de recursos para esta tecnologia.
     
  • O Mobi e o KF8 são formatos proprietários da Amazon, o primeiro é tecnicamente simples e similar ao ePUB2, enquanto o KF8 trás recursos multimídia e de interação similares ao ePUB3.
     
  • O iBook é um formato proprietário da Apple, fácil de ser produzido e com recursos multimídia voltado para livros didáticos.
     
  • O ePUB é um formato livre, independente de softwares proprietários e nativo na maioria dos dispositivos móveis. Ele conta com os padrões de desenvolvimento para Web, o que aumenta a portabilidade e as possibilidades de interatividade a partir da sua terceira versão. O ePUB3, oferece recursos de áudio e vídeo, animações usando o accelerometer que possibilita animar objetos conforme a movimentação do e-reader , uso de bibliotecas JavaScript e CSS3, e Geo Localizador. Por enquanto, os avanços do ePUB3 estão disponíveis praticamente só nos dispositivos da Apple, mas o seu conteúdo já pode ser reutilizado em aplicativos e é escalável para futuros formatos.

Apesar da resistência das editoras brasileiras aos livros digitais. Na Amazon, ele já supera o livro de papel em vendas e tornou-se o produto mais procurado da empresa. Segundo Russ Grandinetti, executivo da Amazon, os principais concorrentes dos e-books são outros produtos digitais, como músicas e filmes, e não a versão impressa.

Talvez pelo desconhecimento e dificuldade de adaptação à nova tecnologia, o processo de produção do livro digital ainda esteja travado nas editoras e obscuro para os autores. Mas é provável que o livro digital nos próximos anos criará novos hábitos de leitura através da interação do conteúdo com a internet, das possibilidades de compartilhamento em plataformas sociais, do uso de recursos da tecnologia mobile, facilite a pesquisa e até promova ações de marketing e de distribuição do próporio livro e similares.

Isto demonstra a necessidade de aplicar uma metodologia estruturada para produzir o conteúdo do livro digital, que deve quebrar paradigmas de concepção, design e narrativa. Assimilar conceitos de arquitetura de informação e usabilidade para levar ao leitor uma experiência adequada ao suporte digital de leitura. Isto é o que certamente iniciará a verdadeira revolução do livro digital.

Por aqui nós envolvemos processos multidiciplinares, pesquisamos e experimentamos diferentes caminhos para apresentar o conteúdo digital. Se você quiser conversar a respeito, fale conosco.


About the author

Darley Cardoso
Startup's entrepreneur, creative art director and digital marketing consultant with research interests and personal relationships between fluid arts, communication and technology. With a focus on digital arts, culture and shared social mobilization. From Brasília, DF, Brasil.

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