Este é o primeiro post de uma série que retratará a crise econômica e seu reflexo nas StartUps, iniciando pelo contexto social e as finanças pessoais.

Com a solidez do Real e um aparente cenário de estabilidade, os brasileiros das classes C e D acessaram linhas de crédito e partiram para realizar desejos de consumo. A facilidade do acesso, somado ao desconhecimento para lidar com crédito e a falta de educação financeira, levou muitas pessoas a um elevado endividamento e consequente atraso no pagamento de  contas.

Segundo Pesquisa da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de Novembro de 2012, sobre Endividamento e Inadimplência do Consumidor, 59% das famílias brasileiras estão endividadas. Destas 6,8% não terão condições de pagar suas dívidas, 12,1% estão muito endividados, e 21% com dívidas e contas em atraso, e o percentual de famílias de baixa renda com dívidas ou contas em atraso demonstra-se crescente.

As políticas de estímulos ao crédito e ao consumo, continuam exercendo impacto sobre o número de famílias endividadas. O governo fomenta a venda de automóveis (O crédito automotivo acumula os maiores calotes – Relatório do Banco Central) e o varejo fomenta ofertas imperdíveis de eletrodomésticos e outros bens de consumos (As mulheres são a maior parte dos endividados e inandimplentes – Segundo estudo do SPC Brasil e da CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Com o aumento dos juros, as pessoas optaram por aumentar os prazos dos financiamentos, o que aumenta o risco de  endividamento. A crescente inadimplência é um problema grave, pois compromete toda a economia e dificulta a vida dos empreendedores que querem desenvolver suas StartUps.

Tanto para o empreendedor quanto para quem está endividado é inevitável sua educação financeira, para que consiga controlar melhor os gastos e aprender a fazer reservas. Saber com o que está gastando, registrar por onde o dinheiro está saindo, é o primeiro passo. E como todo Chinês sabe, e espero que os empreendedores também, crise é sinônimo de renovação e transformação. Quando é necessário adaptação e às vezes um bom planejamento estratégio para atravessá-la, e se possível sair fortalecido.

Para ajudar aqueles que estão com a corda no pescoço e os iniciantes no mundo das finanças, nós testamos diversos aplicativos e planilhas, e não gostarmos de nada pelas dificuldades de utilização e interfaces pouco amigáveis… Então nós resolvermos liberar o acesso ao nosso aplicativo que é bem simplificado e fácil de registrar as despesas, afinal sem medir não se pode saber o que consertar. Acesse: Finansorama.com


Fontes:
– Pesquisa CNC sobre Envidamento das Famílias Brasileiras, 11/2012
– Pesquisa Serasa Experian sobre Inadimplência no Brasil, 05/2012
– Matéria Brasil Econômico, “Inadimplência no Brasil ainda vai piorar, diz especialista”, 08/2012
– Relatório Banco Central, 10/2012
– Gazeta do Povo, “BC: inadimplência no Brasil não cede e crédito desacelera”, 11/2012
– Estudo do SPC Brasil e do CNDL sobre Perfil do Consumidor Inadimplente no Brasil, 11/2012

About the author

Darley Cardoso
Startup's entrepreneur, creative art director and digital marketing consultant with research interests and personal relationships between fluid arts, communication and technology. With a focus on digital arts, culture and shared social mobilization. From Brasília, DF, Brasil.

5 Comentários

  1. RT @darleycardoso: Colentando dados para o segundo post da série sobre a Crise e as Startups, se vc é um empreendedor participe!

    Entre em contato pelo email: pesquisa@n4f.com.br

  2. RT @darleycardoso: Brasília tem a maior media salarial do país, seguida por SP, POA e BH. Isto influencia na viabilidade da sua #startup? (Fonte: DIEESE)

  3. RT @darleycardoso: Viu isso Finansorama? 26% dos brasileiros dizem se sentir financeiramente seguros. Porcentagem acima da Alemanha (23,8%), Áustria (20%), Dinamarca, Suiça, Noruega… (Fonte: Skandia International)

  4. A Desigualdade social cresce no DF

    Estudo realizado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) mostra que a classe C no Distrito Federal cresceu 54,2% entre 2001 e 2011, passando de 764.783 mil pessoas para 1.179.736 milhão. Os dados foram cruzados pela Codeplan com base na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de 45% da população têm renda per capita entre R$ 291 e R$ 1.019. (Fonte: G1 | Distrito Federal)

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