Há já algum tempo, ando pensando no significado e atual sentido palavra “Valor”. Não por acaso, mas por atualmente ler textos sobre marketing que abordam esse tema, consequentemente me levando a observar algumas situação cotidianas. Diante disso, resolvi escrever este post que fala sobre o significado do valor no marketing e o processo de consumo da nova economia. Refletir sobre seu significado é importante para a percepção do quanto sua utilização adequada altera a forma como vendemos e percebemos as coisas.
No marketing a palavra valor é relacionada no conceito de utilidade:
“ Utilidade é a propriedade que os produtos tangíveis e serviços têm de satisfazer as necessidades e desejos humanos”
A utilidade está ligada a satisfação. Conseqüentemente podemos analisá-la segundo seu grau percebido na avaliação subjetiva que os consumidores atribuem aos produtos e/ou serviços. Um exemplo: Se um cliente precisa adquirir um veículo para deslocar-se, ele avaliará de forma inconsciente diversos fatores, que na maioria são emocionais. Os fatores racionais já seriam relacionados ao preço, número de pessoas a transportar, para que ele irá destinar (lazer, transporte de carga, etc), entre outros. Assim, de forma inconsciente, o comprador avaliará se a qualidade ou habilidade correspondem ao valor pago e ao grau de satisfação que aquele produto lhe proporcionará.  A percepção do valor pode manifestar-se de diferentes formas: forma, tempo, localização, informação, entre outros. No caso do carro, o valor será avaliado quanto ao tempo (economia no tempo de percurso) e forma (numero de ocupantes, espaço, design).
A internet é um bom exemplo para percebermos o conceito de valor. Para compreender melhor, não irei avaliar aqui custos da conexão (banda larga ou discada) como valor, e sim o tempo em que permanecemos conectados. Se vivemos reclamando que falta tempo, porque então não percebemos o tempo que gastamos navegamos na internet e não achamos que estamos perdendo-o? Diante dessa questão, podemos chegar a conclusão que: Não importamos pelo tempo que gastamos na internet porque os processos executados nela geram valor. A internet é um meio de comunicação completo. A partir de sua conexão, posso fazer transações bancárias, adquirir produtos, estudar, ter acesso a notícias, etc.  Se ao navegamos por diferentes páginas não percebemos que gastamos tempo com isso, é porque ela nos fez sentir que o tempo gasto foi positivo, pois esse tempo, gerou valor. Estar em redes sociais como MSN, Orkut, etc. nos gera valor pois temos a necessidade de relacionar.
Nós vivemos buscando a valorização perfeita e isso ocorre em várias áreas da nossa vida. Seja no trabalho, nos estudos e/ou nos relacionamentos. Queremos sempre sentir completamente satisfeitos, ou melhor, realizados. Se percebemos que, por exemplo, no ambiente de trabalho, somos “mal pagos”, automaticamente pensamos que não somos valorizados, e assim ficamos insatisfeitos.
Para que o consumidor perceba que o valor está sendo gerado e que sua compra satisfaz completamente suas necessidades, o consumo deverá estar no inicio de todos a cadeia de processos.
Há alguns dias atrás, comecei a leitura do livro Soluções Enxutas de James P.Womack e Daniel T. Jones e ele aborda justamente isso: Pessoas decidem por fazer a compra, porque precisam resolver algum tipo de problema. Esse problema deverá ser resolvido de forma eficaz em relação ao custo, com o menor tempo possível e esforço. As deficiências no processo de fornecimento e compra, diminuem significativamente a percepção de valor, pois o esforço para consumir também é um valor e tempo é valor. Filas de banco, produtos defeituosos, entre outros, reduzem o estoque de paciência do consumidor, que conseqüentemente diminuem o seu valor.
Diante disso é fácil entender, porque uma calça jeans com os mesmos acessórios e tipo de tecido pode custar em uma loja X enquanto que em uma loja de marca, ela pode custar até 5X. Compramos não a calça e sim uma projeção da realidade:  um estilo de vida – status na sociedade. E é o marketing que faz com que os produtos não virem commodities.
É a partir de pequenos processos absorvidos de forma inconsciente pelo consumidor e do consumo perfeito, que o valor é percebido. Um pós-venda, um brinde, a redução do tempo de esperas, um atendimento especial, a participação na construção do produto (por exemplo, nos programas na versão Beta) encantam o cliente e geram valor.
Para fechar, acredito que a melhor frase para fechar e resumir esse post (retirada do livro Google Marketing) é:
Benefícios têm valor, produtos têm preço.
Até a próxima!

Bruna Milagres

valor

Há já algum tempo, ando pensando no significado e atual sentido palavra “Valor”. Não por acaso, mas por atualmente ler textos sobre marketing que abordam esse tema, consequentemente me levando a observar algumas situação cotidianas. Diante disso, resolvi escrever este post que fala sobre o significado do valor no marketing e o processo de consumo da nova economia. Refletir sobre seu significado é importante para a percepção do quanto sua utilização adequada altera a forma como vendemos e percebemos as coisas.

No marketing a palavra valor é relacionada no conceito de utilidade:

“ Utilidade é a propriedade que os produtos tangíveis e serviços têm de satisfazer as necessidades e desejos humanos”

A utilidade está ligada a satisfação. Conseqüentemente podemos analisá-la segundo seu grau percebido na avaliação subjetiva que os consumidores atribuem aos produtos e/ou serviços. Um exemplo: Se um cliente precisa adquirir um veículo para deslocar-se, ele avaliará de forma inconsciente diversos fatores, que na maioria são emocionais. Os fatores racionais já seriam relacionados ao preço, número de pessoas a transportar, para que ele irá destinar (lazer, transporte de carga, etc), entre outros. Assim, de forma inconsciente, o comprador avaliará se a qualidade ou habilidade correspondem ao valor pago e ao grau de satisfação que aquele produto lhe proporcionará.  A percepção do valor pode manifestar-se de diferentes formas: forma, tempo, localização, informação, entre outros. No caso do carro, o valor será avaliado quanto ao tempo (economia no tempo de percurso) e forma (numero de ocupantes, espaço, design).

A internet é um bom exemplo para percebermos o conceito de valor. Para compreender melhor, não irei avaliar aqui custos da conexão (banda larga ou discada) como valor, e sim o tempo em que permanecemos conectados. Se vivemos reclamando que falta tempo, porque então não percebemos o tempo que gastamos navegamos na internet e não achamos que estamos perdendo-o? Diante dessa questão, podemos chegar a conclusão que: Não importamos pelo tempo que gastamos na internet porque os processos executados nela geram valor. A internet é um meio de comunicação completo. A partir de sua conexão, posso fazer transações bancárias, adquirir produtos, estudar, ter acesso a notícias, etc.  Se ao navegamos por diferentes páginas não percebemos que gastamos tempo com isso, é porque ela nos fez sentir que o tempo gasto foi positivo, pois esse tempo, gerou valor. Estar em redes sociais como MSN, Orkut, etc. nos gera valor pois temos a necessidade de relacionar.

Nós vivemos buscando a valorização perfeita e isso ocorre em várias áreas da nossa vida. Seja no trabalho, nos estudos e/ou nos relacionamentos. Queremos sempre sentir completamente satisfeitos, ou melhor, realizados. Se percebemos que, por exemplo, no ambiente de trabalho, somos “mal pagos”, automaticamente pensamos que não somos valorizados, e assim ficamos insatisfeitos.

Para que o consumidor perceba que o valor está sendo gerado e que sua compra satisfaz completamente suas necessidades, o consumo deverá estar no inicio de todos a cadeia de processos.

Há alguns dias atrás, comecei a leitura do livro Soluções Enxutas de James P.Womack e Daniel T. Jones e ele aborda justamente isso: Pessoas decidem por fazer a compra, porque precisam resolver algum tipo de problema. Esse problema deverá ser resolvido de forma eficaz em relação ao custo, com o menor tempo possível e esforço. As deficiências no processo de fornecimento e compra, diminuem significativamente a percepção de valor, pois o esforço para consumir também é um valor e tempo é valor. Filas de banco, produtos defeituosos, entre outros, reduzem o estoque de paciência do consumidor, que conseqüentemente diminuem o seu valor.

Diante disso é fácil entender, porque uma calça jeans com os mesmos acessórios e tipo de tecido pode custar em uma loja X enquanto que em uma loja de marca, ela pode custar até 5X. Compramos não a calça e sim uma projeção da realidade:  um estilo de vida – status na sociedade. E é o marketing que faz com que os produtos não virem commodities.

É a partir de pequenos processos absorvidos de forma inconsciente pelo consumidor e do consumo perfeito, que o valor é percebido. Um pós-venda, um brinde, a redução do tempo de esperas, um atendimento especial, a participação na construção do produto (por exemplo, nos programas na versão Beta) encantam o cliente e geram valor.

Para fechar, acredito que a melhor frase para fechar e resumir esse post (retirada do livro Google Marketing) é:

Benefícios têm valor, produtos têm preço.

Até a próxima!

Bruna Milagres

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Bruna Milagres

2 Comentários

  1. gostei muito.
    abraços

  2. Good brief and this enter helped me a lot in my college assignement. Say thank you you seeking your information.

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