Estamos vivendo uma era de redefinição de tendências, onde a forma de se fazer comunicação usando tecnologias digitais, somada ao novo consumidor participativo, a sustentabilidade e a globalização já não são mais novidade, e torna-se enfadonho repetir este discurso. Muito se têm dito sobre este novo consumidor, que agora tem poder, que conversa com as marcas e para muitos figura como o seu norteador.

A meu ver existe um excesso neste discurso e as marcas que seguem estas ideias acabam perdendo sua personalidade, tornam-se voláteis e frágeis. Acredito que neste novo cenário, com inúmeras opções para este ativo consumidor, a marca deve ter uma personalidade forte, deve transmitir o seu conceito de tal forma que leve o consumidor a optar por ela com segurança. As marcas agora precisam ser diretas e ter propósitos coerentes em todos os seus pontos de contato.

Ouvir o consumidor é algo imprescindível, mas curvar-se ao seu controle é perder a personalidade da marca. Neste novo cenário, uma marca com atitude e personalidade forte, ouve e conversa com seu consumidor a todo momento e por todos os meios, mas não perde a sua identidade e não deixa de ser coerente no seu discurso.

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Darley Cardoso
Startup's entrepreneur, creative art director and digital marketing consultant with research interests and personal relationships between fluid arts, communication and technology. With a focus on digital arts, culture and shared social mobilization. From Brasília, DF, Brasil.

1 Comentário

  1. “Ouvir o consumidor é algo imprescindível, mas curvar-se ao seu controle é perder a personalidade da marca”

    Às vezes o pessoal aceita muito a filosofia de que cliente tem sempre a razão e tem que ser feito tudo o que ele quer. Não acho que por aí.
    Uma discordância ou um contrargumento bem posto mostram firmeza e personalidade, pode até trazer mais credibilidade.

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